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Casamento: Uma união conflitiva entre a Segurança e a Fantasia

Muito terei que falar do casamento por aqui, pois parece que todas as coisas “querem” convergir para ele. Não que convirjam necessariamente, mas que pretendem convergir, empreendem um esforço para tal. Eis mais um suplemento textual propenso a ajudar na reflexão dos que se interessam pelo assunto.

O ideal seria que aquele que se casa, no ato da celebração de seu matrimônio, seja capaz de juramentar seu voto inalienavelmente. O que se espera de um(a) noivo(a) é que profira um “sim”, perante o celebrante (seja ele o representante do Estado, um ministro religioso, ou ambos), em um estado de lucidez tão elevado, que não se sujeite a dúvidas ou revogações posteriores. Mas, caso indesejáveis dúvidas ou contradições surjam em seguida, que os que tenham proferido seu “sim” sejam capazes de honrar seu juramento e manter o pacto, ainda que em detrimento da supressão de sua vontade. Em suma: o casamento é um sacrifício que a cultura aprova. Daí talvez a música de Chico que diz “o amor jamais foi um sonho. O amor, eu bem sei, já provei, e é um veneno medonho… o amor é sacrifício, o amor é sacerdócio…”.

No entanto, a contragosto do que a cultura determina, a união conjugal é uma experiência que fomenta MUITAS dúvidas. Quando o dia-a-dia do casamento deixa de ser uma aventura, por mais que a moral vigente se esforce para suprimir, lá no fundo, as pessoas começam a se perguntar: “será que tomei a decisão certa? Será que não seria bem mais feliz e realizado(a) se estivesse livre desta relação?”. Tais perguntas (tantas vezes reprimidas porém existentes) suscitam uma fantasia: a fantasia de que estar livre (ou ao lado de outra pessoa) pode ser mais emocionalmente intenso e aventureiro. Desta fantasia decorre uma tensão: o conflito entre a presumível segurança existente naquilo que já foi construído e o desejo promovido pela fantasia de liberdade – desejo este desprovido de qualquer segurança.

O normal é que ocorra um arranjo neurótico e precário em meio a esta crise. Um arranjo que NÃO põe fim a crise, mas que permite o prosseguimento da vida conjugal, ainda que sob o imenso peso de emoções conflitivas. O principal elemento deste arranjo é a dúvida. A pessoa duvida e, no que duvida, decide por aquilo que já se consolidou, apesar de que insatisfatoriamente. É como se, lá no íntimo, pensasse: “mesmo parecendo ser preferível estar solteiro a estar casado, será que conseguirei viver as delicias da liberdade? Será que não estou enganado(a)?”. Por não ter certeza quanto ao seu futuro, ela titubeia. É certo afirmar que o que mantém grande parte dos casamentos não é o “sim” proferido no passado, e sim a dúvida existente no presente. Dito de outro modo: são mantidos pela incerteza quanto ao futuro e não pela certeza quanto ao que desejam. Aliás, no que tange o desejo, é comum que os casados creiam que o que desejam não se encontra dentro de seu arranjo conjugal (entretanto isto é assunto para outro texto).

Em última análise, esta dúvida que não permite a diluição do laço matrimonial pode ser traduzida como uma interrogação sobre o que seria mais desvantajoso: permanecer casado ou se separar. Servindo-me do raciocínio de Hobbes acerca do Pacto Social, ouso dizer que a decisão pela separação ou pelo casamento não é tomada dentro de uma busca pela felicidade. O que está em jogo não é o que vai fazer a pessoa mais feliz, mas sim que caminho a deixará MENOS INFELIZ: a continuidade do casamento ou sua diluição. Geralmente, os casamentos continuam porque se supõe que os casados, neste estado, serão menos infelizes. Todavia continuam, como já foi dito, submetidos a muitas tensões internas. Tensões que, as vezes, são tão poderosas que muitos casados chegam a adquirir aquela aparência de um animal enjaulado. Sabe aquele olhar que perdeu o viço? Aquele jeito de viver que aparenta sobrevivência? É a isto que estou me referindo.

Só há uma forma de se ter um casamento que supere tudo isto, um casamento que não subsista por medo da infelicidade. Inobstante todo o quadro ruim traçado até aqui, é possível que duas pessoas vivam felizes juntas, DESDE QUE SEJAM CAPAZES DE SEREM FELIZES NÃO ESTANDO JUNTAS. Apenas quando uma pessoa é feliz por conta própria, consegue ser feliz ao lado de alguém. Quando depende de outra para ser feliz, torna-se um peso para esta outra e passa a ser sentida como impedimento a felicidade dela. A outra pode não se afastar simplesmente porque, apesar de senti-la como obstáculo a sua completa felicidade, não tem certeza de que será capaz de ser feliz sozinha. É por isto que os casamentos costumam perder a graça precocemente: por serem a união de pessoas não tão felizes que temem ser menos felizes caso não se mantenham unidas. O certo seria que fosse a UNIÃO DE PESSOAS JÁ FELIZES, QUE, SOMANDO SUAS FELICIDADES, TRANSFORMAM A VIDA UMA DA OUTRA EM ALGO MELHOR DO QUE ERA ANTERIORMENTE. O caso ideal não seria uma luta contra a infelicidade, e sim a soma de felicidades. Todavia, felicidade (como qualquer outra coisa) só pode oferecer quem a tem. Logo, cabe recordar o velho adágio: “em vez de buscares um casamento para que sejas feliz, busca ser feliz para que teu casamento não se converta em uma pesarosa jornada”.

Fabiano Goes

Queila Trizotti

Quando eu conheci o Dr. estava em uma das fases mais difíceis da minha vida, acabado de terminar um relacionamento com problemas financeiros e com a vida profissional despencando, mas através da mentoria dele fui colocando cada coisa em seu devido lugar, hoje me considero uma pessoa extremamente feliz e realizada, e quando trabalhamos nossa força interior e autoconfiança as coisas simplesmente acontecem, eu evolui tanto e obtive tantos resultados, que hoje ajudo ele meu mentor dr Fabiano Goes, a levar a sua mensagem de transformação e desenvolvimento pessoal para maior número mulheres possível. E acredito tanto na causa e no propósito e na transformação que ele gera que atualmente me tornei co-produtora Dele, que pra mim é uma honra.

Etine Oliveira

Você realmente é um profissional incrível, pois consegue fazer qualquer assunto interessante. Transborda amor pelo que faz, e o resultado não poderia ser diferente. Nós que agradecemos por compartilhar tantas informações transformadoras e relevantes. Acredito quão feliz e realizado você fica com feedback positivo que tem proporcionado na vida de tantas pessoas. Obrigada por ser este profissional sensacional.

Daniela Diniz

Advogada

Dr. você me ajudou tanto através dos seus vídeos, que nem sei se conseguirei expressar por palavras p quanto bem você me fez/faz. Obrigado por me mostrar o outro lado da coisa (sem visão romantizada que o sendo comum tem sobre quase tudo). São os seus vídeos a minha primeira busca da manhã, pois lá através da linguagem mais objetiva e acessível do mundo, eu passei a entender coisas “simples” que jamais ninguém foi capaz de explicar. Obrigado por tudo… mil vezes obrigado!

Tati Haurani

Aprendi a me amar em primeiro lugar. Aprendi que a esperteza e a experiência são ais importantes que diplomas. Aprendi que devemos aprender alguma coisa todos os dias. Aprendi que “camarão que dorme a onda leva”. Aprendi que devo conviver com pessoas que me agregam alguma coisa. E que eu devo exercitar o tempo todo a arte de “dar e receber” pois mesmo achando que não estou recebendo, o Universo manda tudo vive boa de volta. Antes, eu só sabia ganhar dinheiro. Hoje eu sei ganhar tudo que quero!

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